segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novidades

Queridos,

Desculpem a demora, andei meio sem internet e meio sem ter o que dizer depois da festa que vocês fizeram do Lançamento do #ContosVermelhos.
Fiquei tão feliz que tive q sentar a cabeça. Agora, vem coisa nova legal ai e vou precisar da ajuda de todos.
Quem tem seus contos e quiser publicar vamos abrir espaço...
Quem tem fotos baseadas em contos e quiser mostrar também teremos espaço...
Preparam-se que vem novidade por aí ahhe enquanto isso um conto...não é inédito, mas será publicado pela primeira vez nesse espaço.

Noite de Liberdade

Quando os hormônios explodiram em beijos e toques, não sabiam sequer seus nomes. A escuridão da boate não permitia uma visão concreta dos rostos, apenas o explorar cego de mãos e carícias ousadas.
Um encontro incrível e puramente sexual. Como animais que eram movidos por impulsos e desejos, por hormônios e salivas. Ali não eram duas pessoas com todas as suas histórias de vida, não eram humanos com sentimentos, apenas davam vazão a sua vontade premente e única, a de tocar e ser tocado.
Havia muito de carência de ambos os lados, havia muito de desilusões e por isso a falta de diálogo era tão importante naquele primeiro momento.
Tudo deveria terminar ali, onde tinha começado, na pista de dança da boate escura, sem rostos, sem nomes, sem nada.
- vamos sair daqui? – sussurro quase inaudível
No momento em que ele expôs a pergunta, gritava nela uma certeza absoluta de ser mulher no corpo dele. Ao mesmo tempo brigava dento de si todas as milhões de recomendações ouvidas a vida inteira. Não sabia quem ele era, não sabia nada. Mas a parte que comandava ali dentro, não deveria se preocupar com isso e pela primeira vez, tomou coragem de ser mais do que seus medos.
Não viu exatamente nada, não sabia como tudo seria depois, apenas sentiu. A excitação, o desejo e o prazer, sentiu-se mais mulher naquele momento do que em todos os outros vividos até ali.
Era como sair de si mesma pra encontrar apenas o seu eu original. Parar de pensar para obedecer cegamente sua vontade maior. De ser o objeto de paixão e libertar o coração para a vida.
- vamos – a decisão estava tomada sem volta, sem desculpas.
E os anos de repressão sendo uma menina boazinha acabou num gozo histórico no primeiro motel barato perto da boate onde estavam.