segunda-feira, 4 de abril de 2011

Brincadeira de mau gosto

Esse é um dos quinze contos que vão compor o livro que estou tentando lançar, preciso da ajuda de vcs... compre um livro ao valor de R$20,00

Construa esse sonho comigo



Reconhecimento

Quando o hálito esquentou o bico do seio teve certeza que nunca mais acharia violência uma tortura maior que aquilo. Todos os pelos do corpo, pelos em lugares que ela nem imaginava que tinha, se eriçaram. Mas não sairia perdendo da brincadeira. A aposta era quem resistia mais tempo sem implorar pela misericórdia do amor completo. Afinal a velocidade com que ele costumava acabar os encontros a tinha tirado do sério.
E agora, por sua imposição ele tinha descoberto brincadeiras de não-toque que por muito pouco não a estavam fazendo gritar. Era a primeira vez que se permitiam um tempo de exploração quase reverencial. Beijos molhados na nuca, mãos leves na pele das costas, unhas roçadas na parte detrás dos joelhos. Sentir tudo isso era bom, curtir, aproveitar, desfrutar milimetricamente era incrível.
Começava a achar que ia explodir, ia explodir pele, cabelo, sangue e semem por todos os cantos daquele quarto escuro. Uma parte de si, já tinha ido ao paraíso e voltado, outra mantinha uma pose que não era própria dela. Ela, que simplesmente largava a roupa no caminho do quarto, sem se importar com as artimanhas feministas de mostra e esconde. Ela que empurrava determinada, mordia e beijava no comando dos desejos. Estava hoje muda, com a respiração quase suspensa,o coração e o ventre no maior rebuliço.
Era pra quem mesmo aquele desafio?
Era sobre o que?
As pernas tremiam, o corpo implorava um preenchimento completo quando o hálito soprou o umbigo e os dentes encontraram a barriga, numa vagareza que nem milhões de anos ela teria acreditado possível. Parte de si derretia-se em líquidos, suava com o esforço de se conter e mergulhava no desejo expectante. Pronta, louca...
Começou a morder a ponta do travesseiro quando sentiu o hálito chegar as coxas, desistiu quando a língua provou o gostou dela.
- pelo amor de deus – um sussurro quase miado, quase espremido
Ele sorriu
- você não pediu? Eu to só começando! ainda disse antes de brincar com o corpo dela, como se o desafio tivesse sido apenas um pretexto para que ele pudesse mostrar todas as suas técnicas de tortura.
E quanto mais ela se remexia, se contorcia, pedia e implorava mais ele sugava, lambia, e brincava com ela e a segurava de uma forma que a impedia de fazer o que mais gostava que era comandar o ritmo dos acontecimentos entre eles. Soube que era sim possível um segundo orgasmo antes de mesmo da primeira penetração. Não se conteve mais e o grito foi ouvido longe.