segunda-feira, 21 de março de 2011

Pausa

Desculpem a demora, vo pausar um pouco,
Parei a poesia pra viver outra fantasia
Conheçam o @plugado
o héroi de a vida em 140 caracteres.
www.avidaem140caracteres.blogspot.com

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mambo

O que você acha que acontece com os corpos que se roçam ao dançar um mambo?
Um mambo crioulo?
Nesse conto tudo pode acontecer.

Prometo mais pimenta no próximo, (Meu Deus, to prometendo pimenta há algumas semanas, juro q vai rolar hehe)

Mambo

Ele estava num desses bares de subúrbio. Num desses onde o banheiro das senhoras é imprestável e o dos homens, só o lugar.
Hipnotizado.
Num canto do salão uma moça, com roupas esvoaçantes, dançava um mambo. Não desses mambos que se ouvem em filmes americanos, mas um mambo bem paraense. Bem Maria Lídia. Desses mambos que apesar de pedirem par, ela dançava só. Não sabia dizer se ela estava bêbada. Não, provavelmente era uma embriagues causada pela música. Ela: de olhos fechados remexendo os quadris, com os braços acima do corpo, sozinha num canto do salão, como se não se importasse de estar só, desde que pudesse ouvir a música.
“Mexe e remexe a cintura na saia”
Os cabelos acompanhavam a música
“Eu, danço mambo crioulo. Canto dentro do mambo, cabelo no grampo, saião de rodar”.
Era som de batuque, misturado com maracas e saxofone.
A voz forte de mulher reverberava pelo salão.
Ele estava de férias, visitando o norte do Brasil, olhando a população local, mas ela não merecia atenção, não mais do que as dançarinas seminuas no palco. No entanto, ao fazer a tradicional varredura no ambiente a encontrara, num canto, dançando. Estava hipnotizado pela expressão de puro prazer em seu rosto. Teve vontade de tocá-la. Gostaria de saber como ela se comportaria numa cama. No mesmo momento sentiu o desejo pulsar entre as pernas.
O que era aquilo?
Nunca se sentira assim, só de olhar alguém ao longe. O que ela tinha?
De repente, como se ela tivesse sentido o olhar de alguém, parou de dançar. A magia acabou. Ela não passava de uma criatura normal. Com roupas normais. Mas sorriu e seu sorriso o chamou para perto.
- Me ensina a dançar?
Ela sorriu mais e respondeu que não entendia.
Só então ele percebeu que tinha falado em inglês. Caçou em sua memória as palavras em português que aprendera naquela tarde. E repetiu com gestos:
- Eu quero aprender a dançar – e continuo sorrindo.
Ela meio que sem entender, tentou explicar. Também não sabia, afinal, se soubesse estaria no salão e não num canto.
- Como não sabe?
Sem entender ela pediu desculpas e tentou sair.
Ficou desolado. Tudo bem que ela não quisesse dançar com ele, mas agora tinha perdido até a visão de seu rebolado e era um rebolado tão natural e sem pretensões de ser instigante que por isso mesmo era muito mais excitante do que o do palco.
Ele voltou pro seu lugar e a procurou. A viu em outro canto. Ouvindo e bebendo algo. Percebeu quando ela o viu. Percebeu e ficou nervoso quando ela voltou.
- Não sou prostituta - disse de cara. Isso ele conseguiu entender talvez pelo olhar severo dela.
- Ok. – ele realmente nem sabia o que dizer, se era justamente aquilo que gostaria de ter.
- Podemos dançar. Mas não sei ensinar. Vai ter que me seguir...
- Por favor, fale devagar – ele pediu. Seu conhecimento de português ainda era limitado.
E aproximou-se do corpo dele. Encostou-se nele.
Ele sentiu que mais um pouco não conseguiria conter seus impulsos. Mas teve a prova de que era um homem com domínio de seus atos quando ela começou a rebolar com a música bem próximo dele.
Disse algo baixinho que ele teve que adivinhar:
- Sinta a música, se não você não vai saber como sair do lugar.
De repente ele estava dando os primeiros passos. Não sabia se tinha aprendido, se só seguia o ritmo dela. E adoraria continuar a faze-lo pelo resto da noite: seguir o ritmo rebolante dela.
Pensou em porque ela teria dito que não era prostituta. Talvez soubesse que turistas só querem sexo. Olhou seu rosto, era um rosto bonito, sorrindo a dançar. Até que ela sorriu para ele. E ele teve ímpetos de agarrá-la e beijá-la, mas ela não era prostituta. Para aliviar a vontade quis perguntar se estava acertando, mas acabou calando-se não queria parar de olhá-la.
Hipnotizado.
O que ela queria se não era prostituta? Romance? Romance, sim. Ela queria romance. Teve certeza. Ela parecia do tipo que gostava de romance. Um romance com um estrangeiro que iria logo embora, sem compromisso. Só romance. De repente esse pensamento lhe deu raiva. Será que ela estava acostumada a ter romances com estrangeiros?
Parou de dançar. E ficou olhando. A viu rir e continuar:
- Não é complicado. Não desista – ela insistia. Já parecia bem a vontade na missão de ensiná-lo.
Ficou assustado com o que sentia, achava estranho que de uma hora para outra começasse a pensar nela com as roupas usadas em sua terra. Naquele lugar frio para onde teria que voltar. Ela aproximou-se mais, roçava o corpo no corpo dele. E tentava mostrar como seria se mover daquela maneira.
- Eu não sou prostituta - ele lembrava e, no entanto, estava ali: instigando-o, fazendo com que ele quisesse e quase enlouquecesse de vontade de tocá-la, abraçá-la, agarrá-la. Queria leva-la para cama e vê-la gritar de prazer, queria saber se o rosto dela ao gozar conseguia ser mais belo do que dançando.
Aproximou-se para beijá-la. E seus corpos se encaixaram.


Sempre ouvira falar em pessoas que se apaixonavam em viagens desse tipo. Mas nunca pensou que pudesse acontecer com ele. Agora estava perdido. Olhava-a dormir. Não queria ir embora, mas o dia da partida se aproximava. Queria leva-la, mas não podia imagina-la em sua terra, em meio a sua gente: tão diferente, tão menos calorosa. Teve medo do que aconteceria a ela por lá. Enquanto isso ela dormia. Achava que estava amando. E que era a primeira vez que isso acontecia. Porque tudo e qualquer coisa agora só seria importante se ela sorrisse daquela maneira. Se ela fosse feliz.
É, nunca pensara que pudesse acontecer com ele. Mas acontecera, fora tomado duma necessidade de ficar, que era maior do que suas forças. E riu ao lembrar de uma música que em Belém sempre se canta: “Chegou ao Pará, parou. Tomou açaí, ficou”. É, ele tinha conhecido uma certa Jussara, que o tinha feito ficar.

sábado, 5 de março de 2011

Novidade, nem tão nova assim!!

Esse é um dos quinze contos que vão compor o livro que estou tentando lançar, preciso da ajuda de vcs... compre um livro ao valor de R$20,00

Construa esse sonho comigo

Relato

Foi só quando a vi naquele estado que me dei conta de que tinha ido longe demais.
Os olhos marejados, mas duros. As narinas naquele movimento que denuncia raiva. Raiva? Não, ódio.
Um ódio que tomava todo o ambiente, o ódio preenchia o ar. Eu até podia senti-lo. Todo o ódio que um coração poderia produzir. Ali me agredindo. O silêncio mais do que qualquer palavra.
O olhar de raiva e de dor mais do que um soco ou uma bofetada. Os ombros subindo e descendo, numa respiração forçada que movimentava os seios e me hipnotizava.
Aquela expressão me atormentou tanto que fiquei sem ação. Não estava acostumado aquilo. Pensei em desculpas. Mas não, não poderia. Tinha ido longe demais. Eu a tinha ferido. Um caminho sem volta.
Como a distância entre nós era de apenas dois passos, puxei-a em minha direção, sem nenhum constrangimento. Era a minha necessidade de me desculpar. De pedir perdão. Beijei, beijei. Agarrei-a com força.
Foi quando percebi a razão do nosso ódio, da nossa briga, da nossa raiva. De todo a nossa implicância, estava ali: DESEJO!
Uma boca mais que esfomeada comia a minha. O homem desconhecido no qual me tornei agarrava, tocava, explorava quase que desesperadamente a mulher que até aquele instante eu respeitara.
De uma hora para outra, ela deixou de ser minha madrasta, esqueci o motivo da nossa briga e ao que me consta ela nem esperava e nem queria que eu lembrasse. Era uma mulher sedenta, desejosa de sexo. E era o que descaradamente fazíamos às quatro da tarde no chão da cozinha.
Eu nunca estivera tão desesperado para preencher uma mulher como naquele momento. Eu nunca estivera tão agoniado para dar prazer e sufocar meu desejo como naquele instante.
E uma vez atingido o ápice! Não foi o suficiente, e duas também não foram. Eu queria mais, queria mata-la de prazer. Senti que não conseguiria soltá-la e me desesperei. De repente ela começou a falar em cama. O chão era frio.
Só então me dei conta de que aquela vagabunda deliciosa embaixo de mim era mulher do meu pai.
Mas eu não conseguiria ficar longe dela. Mas também não a queria e mesmo que quisesse meu pai não suportaria outra perda. Minha mãe e minha irmã morreram juntas num acidente de carro há dois anos e o velho nunca se recuperou.
Eu a olhei, meu desejo não morria, e a julgar por seus olhos ela também queria mais. Minhas mãos criaram vida própria e dali a minutos estávamos no mais selvagem ato sexual que já pratiquei na vida.
O desespero se abateu sobre mim, não poderia tê-la, não poderia me afastar. Não conseguiria magoar meu pai.
E antes que ela chegasse a outro orgasmo e em seguida risse do meu desespero.
Minhas mãos se fecharam em torno de seu pescoço e ...

Estou hoje aqui, contando isso pro senhor e pedindo que me prendam e parem de perturbar meu pai com essa história.

O homem do outro lado da mesa atormentado com o relato, não sabia o que fazer. Entre prender aquele louco com a sua história fantástica, mas bem possível e continuar as investigações e se ver num mato sem cachorro quando seu faro policial comprovasse estar certo e ele tivesse que provar que o empresário mais bem sucedido do Estado tinha matado a própria esposa.

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