sexta-feira, 7 de maio de 2010

Voltei, nem demorei tanto. Então para vocês um conto bonitinho como só eu sei escrever. Na verdade, bonitinho é um eufemismo para um conto ruinzinho que lembrei outro dia por cauda de um amigo. O nome também é uma homenagem a esse amigo.
Acho que essa acabou sendo uma história de amor diferente!!!

Mas está aí!

Para quem curte e pra quem não curte histórias de amor inventadas hehehe


O vertiginoso

Dentro da sala de aula, ele olhava desolado os alunos fazendo contas. Era estranho, porque embora amasse absolutamente ensinar, estava cansado. Cansado da falta de disciplina daqueles garotos, perceberiam no ato as armadilhas dos cálculos se os tivessem praticado o mínimo que fosse.
O celular vibrou no bolso, ele sorriu. Em menos de quinze minutos estaria livre de tudo. Dos rostos contorcidos, das calculadoras bipando e dos lápis riscando os papéis.
O mais arrogante dos alunos tinha levantado a cabeça para buscar inspiração na prova do vizinho. Era tão cansativo, perceber que eles simplesmente ignoravam metade das aulas.
Pelo menos uma aluna sorria. E ele teve certeza que ela havia notado. E de repente como se um raio de luz cortasse a sala em três pontos diferentes outros dois alunos também começaram a sorrir.
Teve sua recompensa naqueles sorrisos.
Não tinha gastado tempo à toa, nem elaborado aulas práticas em vão.
- acabou! – ele disse sério
Metade dos alunos consultaram os relógios, ainda faltavam alguns minutos para o fim do tempo de prova.
- Gabi, Antonio e Marcos, aproximem-se – pediu – expliquem para a turma qual era o teste afinal.
Gabi, começou a falar mas Antonio a interrompeu perguntando em que questão eles tinham parado.
A maioria ainda tentava decifrar o segundo e o terceiro problema.
Ele voltou a falar – tenho apenas mais cinco minutos, a nota da turma está nas mãos de vocês três. Se conseguirem fazê-los entender o que acho que descobriram todo mundo fica com nota oito sem precisar me entregar as provas.
Todos os alunos olharam para os três, ansiosos. A maioria precisava de uma boa nota, mas era difícil confiar assim tão facilmente.
- estou esperando! Era nesses momentos que se sentia recompensado. Valia a apena ensinar ele acreditava piamente nisso.
Gabi, foi a primeira a falar, os cinco problemas tinham uma só resposta. Antonio continuou como se os três tivessem ensaiado um poema. Marcos encerrou mostrando no quadro o único cálculo que resolvia todos os problemas.
Ele pegou a pasta, disse tchau pra turma e saiu em direção ao estacionamento. Poderia ter recolhido as provas só para avaliar até onde os alunos tinham chegado. Mas não queria mais perder tempo. Estava ansioso desde que o celular vibrara dando o sinal.
Ela havia chegado!
De longe, ele a viu, encostada no carro folheando uma revista. Era exatamente do que precisava para aliviar o estress. Olhar pra ela se alimentar de seu sorriso, respirar sua hálito.
Era engraçado, uma felicidade esquisita o tomava quando pensava nela. Quando a via então era tomado de um sentimento quase sem nome. Mas que ele reconhecia, acreditava que ensinar lhe dava satisfação até conhecê-la. E descobrir essa nova sensação de felicidade. Nunca admitiria pra ninguém, mas desde que a conhecera tinha uma sensação de tontura, quando a tocava, ou ouvia sua voz. Para ela, a vida inteira era pouco.

domingo, 2 de maio de 2010

Lá vem eu de Novo....

Lá vem eu de novo... coração nos olhos...
Meninos, e meninas, eu sei, eu sei, faz tanto, tanto tempo que eu nem mereço mais desculpas, eu é que andei me enrolando comigo mesma, e meu coração atordoado de novidade me deixou ainda mais maluca... mas aí vai um continho, só pra não perder o costume.... beijinhos...

Sobre o conto: é uma junção de músicas que eu gosto porque sem música ninguém vive e um conto amor porque sem amor a vida nem valeria a pena...

Nossa história com Zeca Baleiro

Quando tudo começou, quando eu finalmente o conheci, era tipo: Quase Nada, do Zeca Baleiro. Não sabia nada sobre ele, pra onde ia, ou porque vinha. Não sabia nem que parte da estrada dele ficava no meu caminho. Ou se era apenas um atalho pra um lugar melhor, quem sabe apenas um desvio do caminho verdadeiro. Eu num sabia nada, mesmo assim, fui andando, nem tinha medo, nem receio. Apenas seguia em frente.
Quase que, como se andando em frente, atropelando todos os medos, pudesse ver um sentindo na vida. Pelo simples desejo de estar com ele.
Afinal de contas para mim, esse rapaz era um prato fundo cheio de tudo que eu precisava para matar toda a fome que eu tinha no mundo e de mundo.
Eu, sempre protegida, agora me via com essa fome de novidade, de coisas que eu num costumava fazer e vendo-me instigada a ver além da TV, além da janela, além do mundo quadrado que me cercava, filtrado por outros olhos, cerceado por outras vontades. Ele me instigava a ser real, pisar no chão.
Mas hoje, hoje eu to no mundo e canto Lenha, sem medo, sem receio, apenas vejo o fogo acender quando o vejo sorrido. Me incendiando, provocando.

Marcia Lima, sempre apaixonada.