quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A Noite do Fico

Depois do blogfail, eu retorno... mais um conto!!!

A Noite do Fico

Ela acordou com o hálito quente de um beijo no ombro. Pensou que não havia ainda descoberto uma maneira melhor de acordar. Era a maneira que ele tinha desenvolvido para as madrugadas em que estavam juntos. Não que tivessem sido muitas madrugadas, mas ele era extremamente atento ao que lhe dava prazer. Na realidade, ela também aprendera a valorizar e a descobrir o significado de cada um dos gemidos que ele emitia. Cada noite descobria-se mais. E descobria mais também.
O beijo seguia, ele sabia que ela sempre acordava no primeiro e que continuava quieta até não suportar mais de excitação, às vezes demorava, às vezes não conseguia chegar até a base das costas. Cada noite uma surpresa. E sempre parecia ser a primeira vez. Ele sempre tinha vontade de repetir de novo e de novo.
Ela conhecia de cor o trajeto que os beijos seguiriam. Primeiro o ombro, subia para o pescoço. Beijos suculentos e molhados, ora pequenas mordidas, ora beijinhos suaves. Depois o outro ombro e finalmente cada centímetro da costa, descendo em direção as nádegas, parando na cintura para uma avaliação da área. E o corpo dela arrepiando, tremendo de expectativa, como na primeira vez em que acordara daquele jeito e ele mandara que ela ficasse quieta e sentisse.
Aliás, sempre tinha sido assim. Ele a tinha ensinado a sentir. Gostava de pensar que ele tinha sido o primeiro homem de sua vida. Não que fosse verdade. Mas era. Fora ele quem trouxera aquela sensualidade para seus dias. Fora ele quem mostrara que cada parte milimétrica do corpo era capaz de despertar desejo, de dar e sentir prazer. Aquela exploração de pés, braços, cabelos, dedos, unhas. Aquele sexo completo que envolvia tudo, inclusive a alma, era ele quem tinha ensinado.
E agora ela estava ali, novamente numa madrugada com ele. Experimentando. Gostando. Querendo, mas impossibilitada de ter. Haviam tido uma conversa muito franca antes da noite começar.
- Não posso mais suportar ver você partir – ela havia dito. Já tinham acontecido muitas noites assim.
Tinham períodos de marido e mulher: mesma cama durante meses. Tinham períodos de amantes: noites maravilhosas em que ele ia embora pela manhã. Tinham períodos de amigos: semanas com apenas alguns telefonemas e noites de distância. Por que ela contava a ausência dele pelas noites?
Era de um período de amigos que eles estavam saindo, matando saudades. Ela havia pensado muito durante sua ausência. Não suportava mais paraíso e inferno, inferno e paraíso. Era como não saber viver. Estava cansada daquilo. Queria um pouco de segurança. Talvez fosse fase. Talvez TPM. Mas hoje ela decidira, queria decidir alguma coisa e seria aquilo: Ou ele ficava, ou não voltava mais. É verdade que tinha muito medo. Que nesse um mês de distância sentira saudades, mas acostumara-se a não tê-lo, precisou acostumar-se para não sofrer. E agora ele ali, mordiscando-lhe a panturrilha seguindo em direção aos pés para a massagem que ela ensinara. A massagem onde cada ponto pressionado seria capaz de enlouquecer um ser humano. Era injusto que ele estivesse fazendo aquilo e ao mesmo tempo, ela pensava, era uma despedida.
Não sabia que atitude tomar, segundo ele, estava nas mãos dela. Des-tomar uma decisão refletida e repensada era difícil, principalmente para ela. Mas lá estava ele, olhando-a como a perguntar até onde ela iria com aquela bobagem.
- Não posso decidir, quero saber o que você diz. – Ela disse e ele sorriu, um sorriso bem feliz, que a assustou. Estava bem preparada para vê-lo ir. Na realidade, tinha mais se preparado para vê-lo ir do que ficar.
Essa história de distância começou desde uma vez em que ela dissera que se acostumaria fácil a vê-lo sempre por perto e que temia isso e que era perigoso. Ele dissera que também não queria casar e que adorava sua liberdade. E essa história vinha-lhe a cabeça sempre que pensava que gostaria de vê-lo e ama-lo todos os dias, nas pequenas coisas. Ele não queria casar e era baseado justamente nisso que ela tinha se preparado para vê-lo ir, de vez.
Ele continuava sorrindo, um sorriso que ela não entendia.
- Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação. Diga ao povo que fico – Aí ela lembrou: ele era professor de história e nada seria tão simples, sim ou não. Tinha que haver uma surpresa.
- Sério? – ela sorria, ainda restava um certo receio que fazia seu coração disparar, ou seria a massagem que estava fazendo efeito sobre o corpo?
- Não viveria mais sem o gosto da tua pele. O som do teu riso. E, principalmente, sem as nossas madrugadas – um sorriso sacana iluminava-lhe o rosto.
Ela o puxou para si e dedicou-se a fazer o que mais gostava: provoca-lo. Até ouvi-lo dizer que ela era louca, que ela o enlouquecia. O que no fundo, no fundo, era só o que ela queria. Ouvir aquilo sempre. Todas as noites.

Márcia Cristina Lima
Março de 2001

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

É Natal

Este sinto como um conto de Natal, nem fala de Jesus ou nascimentos em mangedouras, mas fala de dar tudo quando nada se tem. O que pra mim tem tudo haver com Natal!!! Feliz Natal


Perdida na Grande Cidade

Olhava-me com grande e arregalados olhos de curiosidade e incerteza. Como a perguntar por eles quem eu era e o que fazia ali. Perguntas que calavam na fina linha da boca desconfiada.
Eu, que sempre tivera medo de crianças como ele, me vi levantando a mão.
Encolheu-se tinha sincero medo da violência, mas não se afastou. Seus olhos me desafiavam. Pousei devagar minha mão em sua cabeça, numa espécie de carinho e ao mesmo tempo em busca de apoio.
Carinho era a única coisa que eu tinha para dar e seus olhos me pediam, imploravam, por algo.
Minha fome de três dias rosnou no meu estômago e minha boca pronunciou o que meu orgulho calava há um bom tempo.
Tenho fome – disse
O sorriso que recebi em troca me dizia a isso ele estava acostumado e sabia como saciar-me.
Eu, que sempre me vi do outro lado do espelho, do lado de quem estende a mão, estava de mãos estendidas, justamente para quem nada poderia fazer por mim, ou assim, eu achava.
Eu, que vinha da classe media sobrevivente, com dificuldades, mas sempre com o que comer, me encontrava agora pedindo refugio ao grupo que se amontoava na esquina.
Me vi diferente de mim mesma. Eu, que costumava trancar portas e janelas. Que costumava agarrar com força a bolsa para não ser surpreendida me vi agora recebendo afoitamente o pedaço de pão velho e enfiando-o na boca com fome.
Olhei-o, eu, agora, de olhos arregalados. Onde conseguira? Com quem arranjara?
Me sorria de volta um sorriso de anjo, maltrapilho e desdentado, mas anjo.
- Tem uma padaria na esquina. O padeiro tem pena de mim e sempre guarda alguma coisa. Não peço sempre para não parecer abusado.
Uma teoria minha que a muito mantinha escondida dentro da cabeça escorregou pela minha boca cheia.
- Eu sempre achei que anjos tivessem vários rostos, pudessem assumir varias formas.
Ele me olhou sério, talvez preocupado com minha sanidade mental.
- Nos meus sonhos, eles sempre tem o seu rosto!
Esse é uma espécie de versão do conto anterior, a ideia original era escrever várias histórias de ex-amores, no fim... como quase tudo que eu faço na vida desisti e só sobraram essas duas. Espero que gostem...

Ex- Amor (A versão dela)


Houve uma época em que acreditei que felicidade existia. Houve uma época em que quis ser a mulher: bonita, atraente. A mulher que nunca me achei capaz de ser. Mas quando ele apareceu, eu decidi que seria como eu queria que fosse. Amor, eu queria tanto amar alguém. Ele apareceu e ele nem sabia que seu jeito protetor já era uma resposta as minhas preces, eu rezava nessa época. Rezava orações que hoje ignoro, porque simplesmente nem tenho esperança de ser feliz de novo.
Quando ele apareceu, eu queria tanto, tanto...”encontrar uma pessoa como eu, a quem eu pudesse confessar alguma coisa sobre mim”. Alguém que fosse... assim... como eu... que me entendesse ou simplesmente captasse minhas menores maluquices. Eu pedi, ele chegou, meu pedido em forma de homem: Sorridente, interessado, inteligente. Carinhoso!
Cheguei a duvidar, afinal homem tem disso, nem pode sair com uma mulher sem querer toca-la, e eu tentando fugir, tentando ver pra não sair assim entrando em qualquer história que daria em nada, como tantas histórias que já tinham começado e nunca ido para canto nenhum. Mas essa, essa história deu em namoro e lembro bem de minha prece.
- Deus, permita apenas que realmente seja um cara legal, integro - afinal eu tinha encontrado tanta gente sem sentimentos.
Foi alguma coisa no modo como me segurava para meu pé não doer que me deu a certeza de que além de cavalheiro e ele era alguém especial. Mas eu não resisti a vontade e acabei de brincadeira pedindo – o em namoro. Ta certo! Não durou muito. Podem dizer tudo de seis meses de namoro. Mas o que mais lembram provavelmente era de como eu estava feliz, lembram de como eu me sentia segura.
O mais engraçado é que era uma segurança insegura, afinal eu sempre tive dúvidas que se esvaiam quando ele chegava e me sorria, acho que eu flutuava nesses momentos. Acho que eu saia do chão só de vê-lo sorrir. Mas acho que o modo como quis ser tudo na vida dele deve tê-lo assustado afinal, afinal ele estava acostumado a não ter ninguém, quem seria eu para querer ser algo na vida dele.
Hoje eu sei que ele já ama outra pessoa, mas o que eu posso fazer então com esse coração despedaçado? Tentar arrumar, corrigir, consertar. Mas se era ele quem sempre consertava tudo.
Talvez eu termine como na música do Chico Buarque, esperando parada, pregada na pedra do porto, mas infelizmente meu único e velho vestido não ficará mais curto, porque nem isso eu pude guardar. Nem um pedaço dele vai ficar comigo e tudo que eu tenho dele um dia vai se esvair porque a única coisa em que ele ainda está gravado um dia vai enfraquecer e vou esquecê-lo ou talvez eu releia essas palavras para nunca esquecer os melhores momentos da nossa vida.
Às vezes, eu canso de chorar e paro de pensar, às vezes é como se esses períodos fossem um descanso para os meus olhos, pois quanto mais demoro para cair em lágrimas, mas elas ficam abundantes quando chegam. Tenho saudades até de quando implicava com ele. Já me prometi que com ninguém mais será assim, que nunca mais vou assustar ninguém com tanto gostar. Mas acho que é porque simplesmente não serei capaz de gostar tanto de outra pessoa.
Ou talvez eu só não possa me entregar de novo desse jeito. Inteiro, completo, como acho que a gente só é capaz de se entregar uma única vez. Ao menos foi real, eu vivi, amei.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Demorei pra voltar... mas este é um conto escrito há três anos...agora depois que parou de doer posso dá-lo à público!!

Ex-amor

O telefone dela martela na minha cabeça, número por número, como uma música chata que não quer sair.
Sair. Eu saí fora. Saí fora por motivos que, quanto mais me pergunto, não consigo imaginar que fossem sérios. E hoje, de repente, amanheci com o número dela grudado, escrito, em letras, em palavras. Consigo lembrar do dia em que o descobri, a voz dela me dizendo e quase repito o tom. A brincadeira de dizer e ao dizer o sorriso cínico e o meu nervosismo. A maneira como minha mente gravou cada um como se fossem senhas capazes de me fazer entrar no mundo dela.
Lembro de como tudo começou. Lembro tanto, mas o que aconteceu comigo? Como deixei isso passar? Como fui capaz de soltar a chance de viver no paraíso?
Hoje, já faz muito tempo que não chego a discar os números que estão me enlouquecendo. Parece que têm vida própria, eu os encontro em todos os lugares, até chego a repeti-los sozinho para mim mesmo, como música, música para minha alma, como se me fizessem recordar de dias perfeitos, dias de angustia quando ela viajou, dias de felicidade em que já se acorda sorrindo e o trabalho, por mais pesado que fosse, sempre parecia nada, porque eu sabia que iria encontra-la.
Lembro do pedido de namoro, de como sorria e dizia coisas engraçadas o tempo inteiro. Lembro da fé que tinha no meu potencial e hoje gostaria de mostrar-lhe onde cheguei. Lembro de como era inteligente e de como sempre tinha alguma coisa nova para me ensinar. Lembro de suas lágrimas e depois de sua própria vontade de acabar com elas.
Lembro de como me agarrava, de como era capaz das coisas que nunca achei que mulher alguma fosse. Era tão sacana, outras vezes.
Lembro o quanto a amei. Amei? Não, acho que essa saudade toda, sei lá, esse inicio de encontro com essa moça nova. O engraçado é perceber como ultimamente tenho me relacionado com moças que me fazem lembrar dela. Moças que gostam de rir, mas não são tão brilhantes. Moças que tem o seu tipo físico, mas são sempre tão preocupadas com o tamanho, não comem qualquer coisa. As vezes estressam. Moças que tenham a mesma profissão, mas vezes elas são tão, tão.... inexplicavelmente diferentes dela. Todas, todas elas tem suas diferenças, nenhuma é ela. Descobri. Descobri que estou precisando desesperadamente dela hoje. Sua conversa, seu carinho, ... Ah! Meu Deus, seu carinho. Eu sempre derretia diante de seus dedos leves, eu sempre me arrepiava de imaginá-la me tocando. Ah! Meu Deus, eu sou capaz de lembrar de como a voz dela me deixava excitado. Meu Deus! O número, o número... martela, me arrepia, me assusta e enlouquece.
Preciso dela e nunca achei que precisaria algum dia de nada além de mim mesmo. Mas lembrar tudo. Relembrar como sorria, como se pendurava em mim, e como confiava na minha força. Dói, uma dor completamente nova para mim.
Eu preciso dela! É a constatação mais dolorosa a que cheguei.
2...7...
- Alô? – sua voz... era sempre macia, infantil, feminina – Alô?
Desliguei, o que eu ia dizer? Como ia dizer olá? Eu a deixei partir. Eu a deixei aprender a viver sem mim, não seria justo com ela reaparecer do nada, de repente. Mas... e se ainda me amasse? E se ainda me quisesse? Ou então? Não sou capaz de reconquistá-la? Eu a fiz feliz, mas eu a fiz sofrer com minha indecisão. Uma vez me achei um imbecil. Hoje, eu tenho certeza. Não tenho coragem de ir atrás dela. Simplesmente não tenho. Vou morrer sem ela, e não serei feliz nunca mais na minha vida.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sinal Fechado

Esse conto ganhou mensão honrosa no último concurso de contos da Universidade Federal do Pará, em 2006

Sinal Fechado

A primeira vez em que se viram foi no meio do rush matinal. Carros emparelhados num sinal. Ela o viu em seu carro escuro de vidro levantado. Sentiu inveja do ar condicionado. Às oito da manhã o calor já era infernal naquela cidade. Ele percebeu. E a olhou e sorriu.
Encabulada, só teve tempo de mudar a marcha e colocar o carro em movimento. O sinal abrira.
A segunda vez, foi no mesmo sinal, à mesma hora. Como se tivessem marcado um encontro. Lá estava ele, dessa vez olhando direto para ela. Que num acesso de timidez tentara evita-lo em todo o tempo do sinal fechado. Mas ainda assim viu quando ele acenou ao partir.
A partir do dia seguinte uma estranha expectativa a acompanha na hora de sair com o carro, tinha medo de sair cedo, tinha medo de se atrasar. Era como se seu dia começasse melhor com aquela troca de olhares.
Ele não estava ao seu lado. Procurou e o encontrou, atrás do carro na outra fila. Ficou vermelha ao perceber que ele a procurava e que sorria como se aquilo já tivesse se tornado importante para ele também. Dessa vez acenou com a cabeça, mesmo estando encabulada.
Os dias se seguiram e sempre se encontravam, às vezes tinha vontade de lhe oferecer um cartão de visitas. “Será que nos minutos de um sinal daria tempo?” Às vezes, de lhe perguntar seu nome. Mas não conseguiriam conversar.
- Num sinal! - ria de si mesma diante das inúmeras possibilidades que se apontava sem nunca chegar a nenhuma conclusão.
Na semana seguinte ele sumiu. Um, dois, três dias e ele não tinha aparecido nem ao lado, nem atrás. Nem em canto nenhum.
Começou a ficar triste. Tinha perdido o melhor das manhãs.
De repente, lá estava ele de novo. Sorrindo. Ao vê-lo teve ímpetos de sair do carro e ir falar-lhe, questionou com aceno de cabeça.
- Viajando – conseguiu entender do seu mexer de boca. Ela sorriu e ainda ia perguntar para onde, quando o motorista do carro de trás a alertou pro sinal verde.
Seguiu seu caminho cantarolando, a vida era, às vezes, tão engraçada.
Pensava numa maneira de dizer-lhe o número de seu telefone. De lhe oferecer um cartão. Era engraçado como gostaria de conversar, de rir de toda aquela história absurda. Uma paquera num sinal. Ria de si mesma.
- Quanto tempo o sinal fica fechado naquele cruzamento aqui próximo? – Deu uma vontade incontrolável de descobrir.

Já tinha decidido! Dia seguinte lhe daria um cartão seu. Com número de telefones. Saberia se ele era apenas cordial ou se poderiam se encontrar, talvez até ser amigos, talvez até mais.... E continuava rindo de si mesma. Pensou que estava há tempos demais sem namorado. Pensou que levara a serio demais aquela história do trabalho acima de tudo.

Tudo saíra perfeito. Oferecera-lhe o cartão. Ele descera o vidro e pegara. Acenara dizendo que ligaria. O sinal tinha tempo suficiente pra a entrega de um cartão. Ela acabara de descobrir.
Foi um dia de expectativa. Bem mais do que quando era apenas um aceno.
– Tem certeza que esse telefone está funcionando? – perguntava de minuto a minuto. Até o trabalho exigir sua atenção e tira-la daquela agonia.
Hora do almoço: testou o celular, estava funcionando.
Final do expediente: talvez tivesse passado o dia muito ocupado e ligasse depois do trabalho.
Dormiu esperando o telefone tocar.

Dia seguinte, sinal fechado. Olhou ao redor. Nada. De repente uma manchete do jornal que um menino segurava chamou-lhe a atenção: uma foto grande com uma porção de carros retorcidos anunciava: “Cinco mortos e três feridos em acidente”. De repente ganhou visão biônica. E a única placa que conseguiu visualizar na foto era: TDX 5364. A placa do carro dele. Nem teve tempo de comprar o jornal e nem sequer de assimilar a notícia. O sinal abrira e nem lhe dera tempo de chorar a morte de alguém que não conhecera.

Começando...

É segunda vez que tento ter um blog, mas diferente da primeira, dessa vez não é apenas para colocar minhas impressões sobre o mundo. É principalmente para o mundo saber minhas impressões. Da forma na qual mais sei me comunicar, acredito que vocês poderão ler, se emocionar, se divertir ou opinar... tudo isso é uma obra aberta, espero que seja literatura, ou apenas para leitura.
Bem Vindos!!!